Princesa News. Três anos destacando a cidade!!!
 
 

Cássio mais uma vez se safa da cassação.

TSE interrompe julgamento de recursos de Cássio Cunha Lima.
Ministro Arnaldo Versiani pediu vista do processo. O ministro Joaquim Barbosa não gostou e soltou o verbo.
::: Princesa News ::: O, ainda, governador Cássio Cunha Lima.

Um pedido de vista do ministro Arnaldo Versiani adiou na noite desta quarta-feira (17) o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que analisa recursos protocolados na Corte contra a cassação do mandato do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), e de seu vice, José Lacerda Neto (DEM). Enquanto isso, ambos poderão permanecer nos respectivos cargos.

Antes do pedido de vista, o relator do processo, Eros Grau, havia negado o pedido de Cunha Lima e outros seis recursos que contestavam a decisão do TSE, que, no último dia 20, cassou o mandato de ambos por abuso de poder econômico e político e prática de conduta vedada a agente público.

No recurso analisado nesta noite, o governador pedia que o TSE reconhecesse "omissões, obscuridades e contradições no julgamento". Ele também solicitou que o processo retornasse ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) para que Lacerda Neto tivesse o direito de se defender das acusações.

"A propaganda do candidato a reeleição valeu-se de imagens do governador, vinculadas ao programa social", disse o relator do processo, Eros Grau. Ainda não há data definida para que o julgamento seja retomado. 
 
Cunha Lima e Lacerda Neto até hoje não deixaram as funções de governador e vice da Paraíba, respectivamente, por força de uma liminar concedida pelo próprio TSE no último dia 27, que permitiu que ambos permaneçam nos cargos até que se esgotassem as possibilidades de recurso no tribunal contra a decisão que cassou o mandato de ambos.

Polêmica.

Após Versiani anunciar o pedido de vista para ter mais tempo para analisar o caso, o ministro Joaquim Barbosa se indignou em plenário. "É um escândalo o governador ficar no exercício do cargo há 14 meses por liminar. A decisão da Corte no dia 27 foi estapafúrdia. É momento desta Corte encerrar o julgamento deste caso de uma vez por todas", disse. "Ou absolvemos ou removemos de vez do cargo. Essas manobras nos envergonham", completou Barbosa. Versiani manteve sua decisão.
Fonte: G1.
Foto: Princesa News.

 
 

Seção de Humor

Humor - Princesa News
Princesa News - Seção de Humor
Promoção legal.
Observe a foto abaixo, um comerciante do Bairro Maia quiz fazer uma promoção mais que especial, mesmo seguindo a antiga idéia do pague um e leve dois. Neste caso você ganha pedindo fiado.
frases de fiado nao

Homenagem as sogras.

Um casal vinha por uma estrada do interior, sem dizer uma palavra.
Uma discussão anterior havia levado a uma briga, e nenhum dos dois queria dar o braço a torcer. Ao passarem por uma fazenda em que havia mulas e porcos, o marido perguntou, sarcástico:
- Parentes seus?
- Sim, respondeu ela. Cunhados e sogra...

Um cara foi a delegacia e disse:
- Eu vim dar queixa, pois a minha sogra sumiu.
O delegado disse: - Há quanto tempo ela sumiu?
- Duas semanas - respondeu o genro.
- E só agora é que você me fala?
- É que custei a acreditar que eu tivesse tanta sorte!

Um homem encontra seu amigo na rua e lhe diz:
- Cara, você é igualzinho a minha sogra, a única  diferença é o  bigode!
O amigo fala:
- Mas eu não tenho bigode!
- Mas minha sogra tem.

O homem leva um susto ao ouvir de sua cartomante:
- Em breve sua sogra morrerá de forma violenta.
Imediatamente ele pergunta à vidente:
- Violentamente? E eu? Serei absolvido?

A garota chega para mãe, reclamando do ceticismo do namorado.
- Mãe, o Mário diz que não acredita em inferno
- Case-se com ele minha filha e deixe comigo que eu o farei acreditar!

 
 

Mandatos maiores e fim da reeleição.

CCJ da Câmara aprova mandatos maiores e fim da reeleição.
Mandatos decinco anos, em vez dos atuais quatro anos, sem que possam permanecer nos cargos por dois mandatos consecutivos.
::: Princesa News ::: Silbolo da Reeleição.

    A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou nesta terça-feira o parecer do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) recomendando o fim da reeleição para titulares dos Executivos federal, estadual e municipal.
    A comissão retirou do texto três PECs (propostas de emenda constitucional) que abriam brecha para reeleições sucessivas do chefe do Poder Executivo.
    O texto de Cunha propõe a extensão dos mandatos do presidente da República, governadores e prefeitos para cinco anos, em vez dos atuais quatro anos, sem que possam permanecer nos cargos por dois mandatos consecutivos.
     Como a CCJ analisa somente a admissibilidade das PECs (se ferem ou não a Constituição), o debate sobre um eventual terceiro mandato de Lula se dará na Comissão Especial da Câmara que será criada para discutir o texto de Cunha --para onde segue o parecer.
    O parecer de Cunha reúne várias propostas que tramitam na Câmara sobre modificações nos mandatos políticos. A oposição conseguiu aprovar destaque que retira as três PECs do grupo de propostas reunidas no parecer de Cunha. As três retiram a regra constitucional que regulamenta a reeleição --o que, segundo o DEM, permite reeleições sucessivas para o chefe do Executivo.
     "A supressão do dispositivo [que constava do parecer de João Paulo] permitia a reeleição por mandatos indefinidos", argumentou o deputado Ronaldo Caiado (GO), vice-líder do DEM na Câmara.
     Como as três PECs foram rejeitadas pela CCJ, na prática a oposição sustenta que os governistas não poderão tentar forçar o terceiro mandato do presidente Lula. Na Comissão Especial, porém, os deputados terão liberdade para apresentar emendas e sugestões ao parecer de Cunha.
     Os governistas tentaram manter no texto as três PECs que poderiam permitir sucessivas reeleições, mas o presidente da CCJ, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), encerrou a votação sem atender ao pedido da base para derrubar a sessão --com o argumento de que não ouviu os apelos do deputado José Genoino (PT-SP).
Fonte: Folha Online.

 
 

Seção de Humor.

Humor - Princesa News
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Polemica: Veja a discussão de um casal após a esposa fazer um fio terra no marido.

    

     O video mostra a discução após a esposa fazer Fio Terra no marido.
     Fio Terra é apenas uma entre várias técnicas para o estímulo anal do homem. Mas poucos brasileiros heterossexuais conhecem essas técnicas, menos ainda as põem em prática e nenhum confessa que gosta.
     Assunto sobre o qual a esmagadora maioria dos homens evita falar, mesmo aqueles mais ousados, que não evitam qualquer assunto relacionado a sexo, seja na mesa do bar ou na sala do escritório.

 
 

STF pede afastamento imediato de walter Brito.

STF pede afastamento imediato de Walter Brito.
A Câmara mantinha Brito no cargo alegando que ainda havia um recurso do deputado correndo na justiça.

     Os ministros da segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF) acabaram de decidir, por unanimidade, pelo afastamento imediato do deputado Walter Brito Neto (PRB-PB). A Câmara mantinha Brito no cargo alegando que ainda havia um recurso do deputado correndo na justiça.
     Ele foi o primeiro parlamentar com mandato cassado depois da resolução do Tribunal Superior Eleitoral sobre fidelidade partidária, em março de 2007. Ele trocou o DEM pelo PRB em 1º de novembro de 2007, depois do prazo permitido pela justiça eleitoral.
     O recurso julgado hoje é o segundo de Brito. Em 12 novembro deste ano, ele tentou rever a decisão do tribunal eleitoral que pediu a sua cassação. Mas os ministros do Supremo reafirmaram a posição do TSE, que pune parlamentares que trocaram de partido depois de 24 de março de 2007.
     Na época da decisão do Supremo, Brito disse que mudou de partido por se sentir isolado e perseguido.
     - Não tínhamos mais tempo para propaganda na televisão e o clima era de total desconforto -, justificou.
     Agora, a decisão será encaminhada a Arlindo Chinaglia, presidente da Câmara dos Deputados, para tomar as providências. Ainda cabe a Walter Brito um embargo de declaração, uma forma de recurso no próprio STF para tentar se manter no cargo. Mas o deputado terá que aguardar a decisão longe do Congresso.
     Segundo o gabinete do deputado, ele não falará sobre o assunto.


Chinaglia vai esperar para cassar o mandato de Walter Brito
Após o STF ter terminado seu trabalho neste caso, a Câmara será oficiada para agirmos, afirmou.

      Arlindo Chinaglia, presidente da Câmara dos Deputados, disse há pouco que vai esperar o julgamento do último recurso do PRB, partido do deputado Walter Brito, que corre no Supremo Tribunal Federal para só então "cumprir a lei".
     Os cinco ministros da segunda turma do Supremo decidiram hoje à tarde, por unanimidade, que Walter Brito deveria deixar imediatamente o cargo na Câmara dos Deputados por infidelidade partidária. Ele trocou de partido depois da resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre fidelidade, em março do ano passado.
     Celso de Mello, ministro do Supremo e presidente da segunda turma, finalizou o julgamento com o pedido de afastamento imediato do deputado.
     Mas Chinaglia contou no fim da tarde que recebeu uma ligação de Gilmar Mendes, presidente do Supremo, lhe informando sobre um outro recurso no STF, que deverá ser julgado ainda esta semana. Por isso, Chinaglia decidiu esperar.
     - O recurso que eu me refiro é do PRB, partido do deputado Brito. Havia dois recursos que buscava preservar o mandato dele, o dele próprio não foi atendido por decisão da segunda turma do supremo tribunal federal. Após o STF ter terminado seu trabalho neste caso, a Câmara será oficiada para agirmos - argumentou Chinaglia.

 
 

Atirador de sapatos pode ficar 15 anos preso.

Repórter que atirou sapatos em Bush pode ficar 15 anos preso.
O atirador de sapatos (e jornalista) Muntazer al-Zaidi pode ser condenado a até 15 anos de prisão por tentar acertar o presidente George W. Bush.
O jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi - Reprodução / CNN

     O jornalista Muntazer al-Zaidi poderá ser condenado a até 15 anos de prisão, segundo juristas, por ter atirado seus sapatos contra o presidente dos EUA, George W. Bush, durante uma entrevista coletiva em Bagdá. O ato foi considerado pelo governo iraquiano como um vergonhoso atentado contra o Estado, mas recebeu notas elogiosas do Parlamento do Egito, de um grupo de intelectuais e cientistas iraquianos, e de dezenas de grupos islâmicos, entre eles o libanês Hezbollah, informa reportagem publicada pelo GLOBO nesta terça-feira.
     Al-Zaidi também foi condecorado com a "Ordem da Coragem" por uma instituição de caridade presidida pela família do líder líbio Muammar Kadafi. O jornalista foi preso e está em paradeiro não revelado. Com medo de represálias de militares americanos, sua família deixou sua casa em Bagdá e foi para casa de parentes no interior.

     O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, destacou a "coragem" do jornalista iraquiano que atirou seus sapatos no presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ação que gerou manifestações dentro e fora do Iraque.
     "Menos mal que não lhe pegou. E não é que esteja promovendo sapatadas nem nada, lançamento de sapatos, mas que coragem de verdade", afirmou Chávez disfarçando um sorriso nesta segunda-feira, durante uma reunião com ministros transmitida pelo canal estatal.

 
 

Casarão de Patos de Irerê (3)

Encontrei na Web: A história do Casarão de Patos de Irerê.
Ultima Parte.

A batalha sangrenta

Neste interregno, o grupo de combate comandando por Marcolino encontrou um soldado da polícia de nome Zeferino, o qual seguia com uma mensagem do Sargento Quelé ao Delegado Geral do Estado, Severino Procópio, informando da ação contra o casarão.

José Pereira e Marcolino Diniz recebem a notícia da prisão de seus familiares. Tomam esta ação como um acinte, uma falta de respeito e preparam o contra ataque. Ordenam que parte de suas tropas que combatiam as forças policiais do governador João Pessoa na região de Tavares, se deslocasse para Patos de Princesa e ordenam que os homens levem farta munição. Outros combatentes conclamam moradores da região para o ataque, enaltecendo a covardia de Quelé, que usava mulheres como escudos. Este chamamento dos líderes de Princesa e de seus homens encontra eco entre membros das comunidades de Princesa e Alagoa Nova e estes decidem seguir com o grupo que vai retomar o "Casarão dos Patos".

Na noite do segundo dia após o bem sucedido ataque de Quelé ao casarão da família Diniz, a situação permanece inalterada. Segundo relatos dos reféns, os soldados, com raras exceções, se portaram de forma vândala e arrogante durante a ocupação.

Enquanto isso os combatentes de Princesa vão discretamente fechando o cerco ao casarão. Aparentemente, por falta de comunicação com seus comandantes, Quelé não abandonou a posição e levou seus prisioneiros. Outros acreditam que ele logo percebeu que estava cercado e esperou o inevitável.

O certo é que na manhã do terceiro dia de ocupação, o céu se apresentava nublado, os defensores do casarão estavam tranqüilos, apesar da tensão existente na região. Alguns esperavam o café, outros até jogavam uma improvisada partida de futebol (possivelmente com uma bola de meia), no pátio defronte a casa. É quando o primeiro tiro é detonado em um soldado que vinha do Sítio Pedra e trazia um carneiro para abate, aí tem início um inferno no "Casarão dos Patos".

A polícia estava cercada na casa, se defendendo como podia, o sargento Quelé vai animando seus policiais em meio a uma intensa troca de tiros e insultos entre as forças combatentes.
Marcolino Diniz, à frente dos seus homens, está com o "cão no couro", comandando, disparando e mandando buscar cachaça nas bogedas da pequena vila de Patos de Princesa para "esquentar" seus "cabras". Esta cachaça era trazida em sacos, distribuída francamente entre seus combatentes. Até hoje se comenta na região como os distribuidores da bebida terminaram os combates totalmente embriagados e sem dispararem um só tiro.

O tiroteio é cerrado. Colocar a cabeça muito exposta nas janelas do casarão é motivo para que algum policial se torne um alvo fácil. Já os homens de Diniz continuam disparando sem cessar. Eles estão espalhados em todo o perímetro, protegidos por árvores, pedras, pelos muros e paredes das poucas casas vizinhas.

O combate prolongou-se até as dezesseis horas do mesmo dia, quando a polícia praticamente estava sem munição e seus disparos tornam-se esparsos. É quando os homens de Marcolino, aproveitando uma forte chuva que desabava e a existência de um canavial nas imediações do casarão, partem para o assalto final.

Durante a invasão é travado um forte combate corpo a corpo em cada uma das dependências da casa. Gritos, pancadas, socos, pontapés, dentadas, tiros, facadas e sons de lutas ocupam o ambiente. Os homens de Quelé procuram à fuga, mas estando o casarão cercado, muitos são abatidos impiedosamente pelos combatentes de Marcolino.

Alguns policiais fugiam, feridos ou não, pelo mesmo canavial que serviu de abrigo para os atacantes e de lá seguiam para a serra do Pau Ferrado. Nesta fuga, muitos combatentes se cruzavam, às vezes cara a cara, dentro do canavial e tiros ou facadas eram desferidas a curta distância.

Marcolino, atiçado pela bebida e já dentro do casarão, prometia aos gritos "vou sangrar todo mundo, até Xandu" que no seu entendimento de valentão do sertão, com um pensamento extremamente machista, imaginava que a sua mulher já havia sido estuprada e aí só "sangrando para limpar o corpo". Mas Xandu e as outras mulheres estavam bem e foram preservadas por Quelé e seus homens. Todas estavam em um quarto, acompanhadas de um soldado ferido na perna, que conseguira desarmar uma bomba (ou granada?), que o sargento Quelé colocara no recinto. O soldado salvou a vida das reféns, sendo igualmente salvo pelas mulheres de ser impiedosamente sangrado por Marcolino e seus "cabras".

Após isto, Marcolino e seus homens seguiram pelos vários recintos do "Casarão dos Patos", chacinando os policiais que não fugiram. Dos militares que lá dentro se encontravam, não sobrou nenhum vivo, pois até o soldado que havia salvado as mulheres, morreu no mesmo dia, devido aos ferimentos, quando era transportado para a vizinha cidade pernambucana de Triunfo.

Segundo relatos dos moradores da região, havia até recentemente, em alguns quartos da casa, registros de mãos ensangüentadas nas paredes, mostrando a agonia deste dia terrível.

Quanto a Quelé, vendo-se acossado pelos homens de Marcolino e escutando o próprio caudilho dos Patos de Princesa gritando dentro do casarão que "queria pegar Clementino e matá-lo sangrado", pulou do andar superior, juntamente com dois soldados e juntos fugiram em direção ao canavial. Já era noite quando conseguiram chegar à serra do Pau Ferrado, depois seguem para Alagoa Nova e ao encontro das forças de João Pessoa. O restante dos militares que escapou com vida embrenhou-se em território pernambucano.

O resultado do combate e o fim da guerra

Das forças de José Pereira e Marcolino Diniz houve apenas uma baixa, um senhor de nome Sinhô Salviano, possivelmente sob efeito da cachaça, desprezou as ordens e ficou sob a mira dos soldados.

Para alguns pesquisadores, as forças paraibanas perderam mais da metade do efetivo, mas segundo os relatos que se perpetuam na região, contados por aqueles que participaram do conflito e transmitidos para seus descendentes, foram mortos em torno de cinqüenta policiais, sendo seus corpos enterrados em uma vala comum nas proximidades do casarão. Os equipamentos bélicos dos policiais mortos foram recolhidos pelos combatentes de Princesa para reforço de arsenal.

Houve outros episódios sangrentos e terríveis na Guerra de Princesa, mas após a morte, em Recife, do governador João Pessoa e a conseqüente eclosão da Revolução de 30, o conflito em Princesa acabou, era o dia 26 de julho de 1930.

O coronel José Pereira Lima organizou a defesa dos seus domínios de forma impressionante, provocando baixas estrondosas à força pública paraibana durante os quatro meses e vinte e oito dias que durou sua resistência.

Princesa não foi conquistada pela polícia paraibana. Após a eclosão da Revolução de 30, tropas do exército, de forma tranqüila, ocuparam a cidade.

O coronel José Pereira e muitos dos que lutaram com ele fugiram da região e a família Diniz se retraiu diante do novo sistema governamental imposto. O tempo dos caudilhos do sertão estava chegando ao fim, pelo menos naquele formato utilizado por José Pereira.

Com o fim da guerra, a fortuna da família Diniz ficou seriamente comprometida. O combate e, principalmente, a ira dos soldados, destruiu tudo. Canaviais, engenhos de rapadura, moendas, casas e outros bens foram alvo da vingança dos fardados, quase nada escapou.

Mesmo com as perseguições sofridas após o fim da guerra, todos os anos Marcolino Diniz e sua gente, comemoravam o aniversário da retomada do casarão com muita festa.

Marcolino sempre foi um homem controverso, valente, prepotente, astuto e sagaz. Era proprietário das fazendas Saco dos Caçulas e Manga, onde diversas vezes Lampião descansava dos combates. Esta polêmica amizade entre Marcolino e Lampião é bem retratada em um episódio; em 30 de dezembro de 1923, Marcolino, juntamente com seu guarda-costa conhecido por "Tocha", por conta de uma briga, matam o então magistrado da cidade de Triunfo (PE), o Dr. Ulisses Wanderley. Marcolino fica ferido e é feito prisioneiro na cadeia pública local. Seu pai, o coronel Marçal, recorreu aos préstimos do cangaceiro a fim de libertar o filho. Não demora muito e um grupo armado, com um número de homens estimado em torno de 100 a 150 homens, retira tranqüilamente o prisioneiro ferido da cadeia.

Marcolino e a sua adorável Xandu, continuaram unidos até a morte, tendo seu amor sido imortalizado em 1950, por Luís Gonzaga e Humberto Teixeira, com a música "Xanduzinha". Marcolino nasceu em 10 de agosto de 1894 e faleceu em Irerê, em 21 de dezembro de 1980, com 86 anos, conforme está inscrito em sua lapide, na igreja deste atraente lugarejo.

Já o sargento Clementino Quelé sobreviveu à Guerra de Princesa e ainda teria fôlego para perseguir, no ano de 1936, o bando do cangaceiro Virgínio Fortunato da Silva. Conhecido como "Moderno", foi cunhado de Lampião, homem de sua mais alta confiança, que neste ano investiu contra a região conhecida como "Tigre paraibano", atacando várias fazendas na área próxima a cidade de Monteiro. Quelé, possivelmente pelo analfabetismo, nunca passou da patente de sargento, tendo morrido idoso na cidade paraibana de Prata. Coincidentemente, Quelé também foi lembrado em uma música de Luís Gonzaga intitulada "No Piancó".

Quem visita atualmente a antiga Patos de Princesa, atual Irerê, com suas casas antigas e bem preservadas, nem imagina que o carcomido e arruinado casarão existente no fim da rua principal, foi palco de tamanho conflito.

Mesmo em ruínas, o casarão impressiona pela imponência da sua estrutura, pela grandiosidade da sua construção. Nele existe um andar superior, com dois sótãos independentes, vários quartos e dependências, sendo um exemplo do poder emanado pelos coronéis da região. Em meio ao silêncio atual, se o visitante puxar pela imaginação, é possível ouvir os sons da batalha ali ocorrida no longínquo ano de 1930.
Fonte: Rostand Medeiros

 
 

Casarão de Patos de Irerê (2)

Encontrei na Web: A história do Casarão de Patos de Irerê.
Segunda Parte.

Os primeiros lances do conflito

Apesar de governador João Pessoa não contar com o apoio do Palácio do Catete, onde o titular, Washington Luís, não viabilizou uma efetiva ajuda as forças policiais paraibanas, o mandatário paraibano foi à luta.

Com o apoio discreto, mas efetivo, do Presidente da República e dos governadores de Pernambuco, Estácio de Albuquerque Coimbra, e do Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine de Faria, o coronel José Pereira decidiu criar o "Território Livre de Princesa" com absoluta autonomia, separando-se durante o período do conflito do restante do estado da Paraíba.

Princesa se tornou uma fortaleza inexpugnável, resistindo palmo a palmo ao assédio das milícias leais ao governador João Pessoa. O exército particular do coronel José Pereira era estimado em mais de 1.800 combatentes, onde diversos desses lutadores eram egressos das hostes do cangaço e muitos eram desertores da própria polícia paraibana.

No lado do presidente João Pessoa, suas tropas estavam sob o comando do Coronel Comandante da Polícia Militar da Paraíba, Elísio Sobreira, do então Delegado Geral do Estado, Severino Procópio, e do Secretário de Interior e Justiça, José Américo de Almeida. Na tentativa de desbaratar os sediciosos de Princesa, estes comandantes dividiram os efetivos policiais, compostos por cerca de 890 homens, em colunas volantes.

No povoado de Olho D'Água, então pertencente ao município de Piancó (PB), estava aquartelado o comando geral de operações da polícia paraibana, que decidiu enviar à Princesa uma de suas colunas volantes, conhecida como "Coluna Oeste". Esta coluna era comandada pelo Tenente Raimundo Nonato, que tinha entre seus principais comandados o valente sargento Clementino Furtado, mais conhecido como Clementino Quelé, ou "Tamanduá Vermelho" (por ser branco e ficar "avermelhado" quando nervoso). Quelé era a valentia em pessoa, calejado nas lutas do sertão, podia se vangloriar de possuir no seu "currículo", mais de vinte combates contra Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Foi a volante de policiais comandadas por Quelé, a primeira a entrar em Mossoró, em 13 de junho de 1927, perseguindo Lampião e seu bando, logo após este ter tentado invadir esta importante cidade potiguar.

Composta de valentes combatentes, foi para a "Coluna Oeste" que o comando designou uma missão especial.

O ataque ao Casarão dos Patos

Em Princesa, entre um dos mais importantes líderes das tropas locais estava o fazendeiro Marçal Florentino Diniz, poderoso e influente agro-pecuarista da região, que juntamente com seu filho, Marcolino Pereira Diniz, eram parentes e pessoas da inteira confiança do coronel José Pereira. O coronel Marçal Diniz possuía no então distrito de Patos de Princesa, a 18 quilômetros da cidade, uma fazenda localizada no sopé da grande serra do Pau Ferrado, o segundo ponto mais elevado da Paraíba, com cota máxima em torno de 1.120 metros de altitude e foi para esta fazenda que o comando da polícia paraibana ordenou que Clementino Quelé atacasse a casa grande do poderoso coronel.

Este episodio é conhecido como o "Fogo ou Batalha do Casarão dos Patos".

A idéia deste ataque visava dividir as forças do coronel José Pereira, que teria de retirar homens da frente de combate de Teixeira, para socorrer os familiares da família Diniz que estavam no casarão, bem como formar com as reféns uma espécie de cordão de isolamento, um escudo humano, que objetivava garantir a segurança dos militares. Pensavam que, agindo assim, nenhum defensor de Princesa ousaria atirar nos combatentes do governo paraibano.

Outra teoria seria a de levar as mulheres como prisioneiras, ou reféns, para a cidade de Paraíba do Norte (atual João Pessoa) e forçar os comandantes de Princesa a alguma espécie de negociação.

No dia do ataque, 22 de março de 1930, Quelé e seus policiais, em número estimado entre sessenta para alguns, e entre setenta a cem homens para outros, seguiram atravessando a zona urbana da pequena vila de Alagoa Nova (atual Manaíra-PB) e daí subiram a grande Serra do Pau Ferrado. Ao passarem pela propriedade de Antonio Né, pessoa ligada à família Diniz, no homônimo Sítio Pau Ferrado, assassinaram um cidadão por nome Silvino, depois, desceram a serra.

Não havia muitos defensores pertencentes aos grupos do coronel José Pereira, ou de Marcolino Diniz e a força policial de Quelé ocupa o local sem maior oposição. Na casa estavam entre outras pessoas, às mulheres de Marcolino Diniz, Alexandrina Diniz (também conhecida como Dona Xandu, ou Xanduzinha) e a de Luís do Triângulo, Dona Mitonha. Luís do Triângulo era um dos mais valentes e destacados chefes dos combatentes de José Pereira.

 
 

Casarão de Patos de Irerê.

Encontrei na Web: A história do Casarão de Patos de Irerê.
Primeira Parte.

Rostand Medeiros 
Um dos momentos mais sangrentos da Guerra de Princesa, em 1930

Ao longo da história da região Nordeste do Brasil, não faltam ocorrências que perpetuam a valentia de alguns e a covardia de muitos. Onde muitas histórias são regadas a sangue, com muitos tiros, correrias e tropelias.

Em toda a região os relatos sobre estes fatos são continuamente passados as novas gerações, muitas vezes através da tradição oral, do folheto de cordel, sendo depois documentados em livros, servindo então de temas para teses acadêmicas, que contestam ou corroboram os fatos. Outras vezes o espectro é ampliado e estas sagas chegam ao teatro, a televisão e ao cinema. Mas a tônica é uma só; estes episódios são sempre conhecidos e repetidos pela região.

Neste sentido, é de se estranhar que atualmente na região ocorra um acentuado desconhecimento e uma estranha falta de informações sobre o conflito deflagrado no ano de 1930, na região da atual cidade paraibana de Princesa Isabel, próximo à fronteira com Pernambuco e conhecido como a "Guerra ou Sedição de Princesa".

A Guerra de Princesa

Esta guerra (e não há nenhum exagero de assim chamá-la), foi pródiga de episódios interessantes e cruéis, onde tudo começou através de discórdias políticas e econômicas, envolvendo poderosos coronéis do interior do estado e o governador eleito da Paraíba em 1927, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque.

João Pessoa discordava da forma como o grupo político que o elegera conduzia a política paraibana, onde era valorizado o grande latifundiário de terras do interior, possuidores de grandes riquezas baseadas no cultivo do algodão e na pecuária. Estes "coronéis" atuavam através de uma estrutura política arcaica, que se valia entre outras coisas do mandonismo, da utilização de grupo de jagunços armados, da conivência com grupos de cangaceiros e outras ações as quais o novo governador não concordava.

Entre os embates ocorridos, podemos listar uma maior perseguição do governo estadual aos grupos de cangaceiros e a cobrança de taxas de exportação do algodão. Por esta época, os coronéis exportavam o produto principalmente através do principal porto de Pernambuco, em Recife, provocando enormes perdas de divisas tributárias para a Paraíba. Procurando evitar esta sangria financeira e efetivamente cobrar os coronéis, João Pessoa implantou diversos postos de fiscalização nas fronteiras da Paraíba, irritando de tal forma estes caudilhos, que pejorativamente passaram a chamar o governador de "João Cancela".

Os embates políticos entre o governador e os coronéis foram crescendo. A maior liderança entre estes poderosos, sem dúvida foi o coronel José Pereira Lima, verdadeiro imperador da região oeste da Paraíba, na área da fronteira com Pernambuco, tendo como base, a cidade de Princesa. Do embate entre estes dois homens resultou em um dos maiores conflitos armados do Brasil Republicano.

A contenda teve início em 28 de fevereiro de 1930, quando ocorreu a invasão da então vila do Teixeira (PB), por parte da polícia paraibana, com o aprisionamento da família Dantas, ligada por profundos laços de parentescos e interesses ao coronel José Pereira.

 
 

Princesa: Municipio aprovado.

Princesa Isabel é um dos municipios aprovados pelo Unicef.
Representantes do Unicef chegarão a Princesa nesta terça-feira, a partir das 9 da manhã.
::: Princesa News ::: Ilustração do Selo Unicef - Municipio Aprovado.

     O município de Princesa Isabel foi contemplado, no último dia 02 de Dezembro, com o Prêmio Selo UNICEF - Município Aprovado 2008, que é um reconhecimento pelo resultado dos seus esforços para promover melhorias na qualidade de vida das crianças e adolescentes que vivem no município.
     Dos mais de mil e cem municípios inscritos, apenas 259 foram contemplados com o certificado, sendo que destes, 20 são paraibanos e, para orgulho de todos os princesenses, o município de Princesa Isabel foi escolhido.
     O Projeto Selo UNICEF Município Aprovado faz parte do Pacto Nacional Um mundo para a criança e o adolescente do Semi-árido, uma iniciativa de solidariedade, cidadania e compromisso de todo o Brasil com o desenvolvimento dessa região que abrange quase 1.500 municípios de 11 Estados brasileiros (os nove Estados do Nordeste, o Espírito Santo e Minas Gerais). O Pacto representa a união de forças entre governo federal, governos dos nove Estados que compõem o Semi-árido brasileiro, organizações da sociedade civil, organismos internacionais, empresas e população.
    A divulgação dos municípios aprovados foi feita pela representante do UNICEF no Brasil, Marie-Pierre Poirier, no jardim do Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, em Recife, onde também estiveram presentes o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ministros, governadores, prefeitos, articuladores do projeto, entre outros convidados.
     A chegada dos representantes do Unicef, ao municipio, está prevista para esta terça-feira, 16, às nove da manhã.

 
 

Processos podem impedir posse de 300 prefeitos.

Processos podem impedir posse de 300 prefeitos.
O total equivale a 5% dos 5.563 prefeitos eleitos.
::: Princesa News ::: Ilustração sobre prefeitos e prefeituras.

     Os critérios mais rígidos para registro de candidatura adotados nas últimas eleições municipais fizeram com que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebesse uma enxurrada de processos de cassação de candidaturas vindos de todos os cantos do País. Levantamento feito pelo Estado mostra que, só na primeira semana de dezembro, 299 prefeitos eleitos tinham seus registros questionados, correndo o risco de não assumir.
     O total equivale a 5% dos 5.563 prefeitos eleitos. Mas o índice pode ser ainda maior. É que os casos analisados são apenas os que já chegaram ao TSE em fase de recurso, não contando os que ainda tramitam nos tribunais estaduais e nos juizados dos municípios.
     No cômputo geral, dobrou o número de processos de cassação de candidaturas de prefeitos e vereadores que chegou ao TSE. Em 2004, foram apresentados 3.032 pedidos. Neste ano, foram 5.920.
     A maior parte dos casos que terminam com a cassação do registro do candidato é referente a problemas de rejeição de contas, no caso de políticos que já ocuparam cargo público (segundo prevê a Lei de Inelegibilidade), ou relativos a quitação eleitoral, como a não-prestação de contas em eleições passadas ou o não-pagamento de multas.
     Há também um grande volume de pedidos com base na vida pregressa dos candidatos. Porém, nesses casos, os processos estão sendo negados. É que em 10 de junho os ministros do TSE definiram que políticos na condição de réus em processos criminais, ação de improbidade ou ação civil pública não poderiam ter seus registros cassados. Mesmo assim, muitos tribunais estaduais mantiveram cassações com base nesse critério.
Fonte: O Estado de S. Paulo / Garimpando.

 
 

Aprovação do governo bate recorde.

Aprovação do governo Lula bate recorde.
Para 71,1% dos entrevistados, o governo é ótimo ou bom.
::: Princesa News ::: Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

     Pesquisa do Instituto Sensus divulgada nesta segunda-feira pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostra a avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva bateu novo recorde, em dezembro. Para 71,1% dos entrevistados, o governo é ótimo ou bom. Em setembro, mês do último levantamento , esse percentual era de 68,8%. O desempenho é o melhor desde 1998, quando o instituto começou a fazer a pesquisa para a CNT.
     Já avaliação negativa do governo caiu de 6,8% em setembro para 6,4% em dezembro.
     A aprovação do desempenho pessoal de Lula também cresceu, oscilando de 77,7% em setembro para 80,3% em dezembro. A desaprovação caiu de 16,6% para 15,2%. Para 41,1% dos entrevistados, o presidente vai ter mais disposição de trabalho nos últimos dois anos que lhe restam no poder, enquanto 40,3% prevêem a mesma disposição, e outros 15,4% imaginam que ele estará menos disposto.
     A maior parte dos entrevistados (42,9%) acredita que o presidente atendeu às expectativas no cargo, contra 35,6% que acham que ele as superou. Outros 18,4% consideram que Lula ficou abaixo das expectativas.

 
 

Atire o sapato no Bush.

Atire o sapato contra Bush.
Já inventaram um joguinho na internet no qual basta clicar no botão do mouse do computador para atirar um sapato contra George Bush.

     Já inventaram um joguinho na internet no qual basta clicar no botão do mouse do computador para atirar um sapato contra George Bush, presidente dos Estados Unidos. O jogo é inspirado no jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi que ontem atirou seu par de sapatos na direção de Bush e o chamou de "cachorro maldito" durante uma entrevista coletiva em Bagdá, no Iraque. Jogue aqui.
     Informações apuradas hoje dão conta de que o ataque do jornalista teria sido premeditado.
     Mais cedo, nas ruas da Cidade Sadr, bairro pobre da capital iraquiana, e de Basra, no Sul do país, manifestantes pediram a libertação do jornalista.
Foto: Reuters.


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